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Se você está buscando psicoterapia, provavelmente está passando por desafios emocionais e em busca de ajuda. Talvez você esteja se perguntando se precisa possuir um diagnóstico para passar por um processo psicoterapêutico, e no que consiste o tratamento.

A resposta é que a psicoterapia é indicada tanto para pessoas com diagnósticos, como transtornos de ansiedade, depressão e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade; quanto para aquelas pessoas que não tem um diagnóstico, mas que sofrem com dificuldades relacionadas a insônia, perfeccionismo ou procrastinação. Cada um desses problemas afeta a qualidade de vida de forma única, seja dificultando o gerenciamento da rotina, causando angústia, ou impactando o sono e a autoestima.

A psicoterapia oferece acolhimento e estratégias práticas para compreender e enfrentar esses problemas, promovendo equilíbrio emocional, bem-estar e mudanças que transformam sua relação com você mesmo e com o mundo.

Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH)

Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH): o TDAH é, muitas vezes, descrito como um “transtorno da moda”. Na realidade, trata-se de uma condição que pode prejudicar diversos aspectos da vida profissional e pessoal, com consequências que vão além de desatenção e hiperatividade: dificuldades de organização, de gerenciamento da sua rotina,  impulsividade e problemas com horários são apenas alguns elementos que pessoas com TDAH identificam frequentemente. O TDAH, quando não identificado precocemente, pode levar o paciente a desenvolver uma visão bastante negativa de si mesmo como preguiçoso ou incapaz. Caso você tenha suspeita de TDAH devido a dificuldades de concentração, avaliaremos se essas dificuldades não se devem a uma de várias outras condições que levam a dificuldades semelhantes, como ansiedade e depressão. No caso de um diagnóstico de TDAH, a psicoterapia acompanhará o tratamento medicamentoso e lhe ajudará tanto no aspecto cognitivo — no nível das crenças sobre si mesmo — quanto no aspecto mais prático, como gerenciamento de uma rotina e planejamento de tarefas.

Preocupações, tensão muscular, irritabilidade e agitação são alguns dos sintomas que aparecem naqueles momentos em que nos descrevemos simplesmente como “ansiosos”. Talvez você considere que a ansiedade acompanha você desde muito tempo. Na psicoterapia, trabalharemos juntos para identificar os pensamentos e situações que acompanham esses sintomas, e como enfrentar essas situações para uma vida com mais confiança e bem-estar.

A depressão vai muito além da imagem comum de uma pessoa triste deitada no seu quarto. Ela se mostra também como perda de prazer nas atividades, falta de disposição, uma sensação de vazio interior, alterações no sono e no peso, e uma visão bastante negativa de si mesmo. Talvez você se perceba mais irritado do que normalmente, tendo conflitos frequentes com outras pessoas. Na psicoterapia, investigaremos os padrões de pensamentos e crenças que estão por trás desses sintomas, e trabalharemos para melhorar não apenas seu humor, como também sua qualidade de vida e sua rotina.

A maioria de nós tem pequenos rituais que pratica no dia-a-dia, mas algumas pessoas desenvolvem um quadro, chamado TOC, em que esses rituais se tornam desgastantes e comprometem severamente o bem-estar. O TOC é marcado pela presença de obsessões, que são pensamentos, imagens ou impulsos que causam angústia significativa; e compulsões, ações feitas para reduzir a angústia provocada pelas obsessões ou de acordo com regras rígidas. Na psicoterapia, trabalharemos para identificar os elementos que promovem o aparecimento das obsessões e enfrentá-las, diminuindo a angústia que elas produzem. Além disso, também trabalharemos para diminuir a frequência das compulsões.

Uma parte importante da população mundial adulta (10-15%) tem problemas com sono, com cerca de 6% destes tendo um diagnóstico de transtorno do sono, diminuindo a qualidade de vida. A TCC é o tratamento de primeira linha para a insônia, sendo mais eficaz e com efeitos mais duradouros que os de medicações frequentemente utilizadas no mercado.

O perfeccionismo é frequentemente considerado uma característica positiva, uma forma de motivação para alcançar excelência. No entanto, o perfeccionismo clínico está muitas vezes associado a características como ansiedade, depressão e transtornos alimentares. Nesses casos, a própria autoestima do indivíduo pode estar subordinada aos padrões perfeccionistas. A psicoterapia é uma ferramenta para desvelar essas relações entre autoavaliação e padrões perfeccionistas, diminuindo as exigências que impomos a nós mesmos.

“Procrastinação” é um termo em alta atualmente. Apesar disso, ele é bastante mal-compreendido. Ela não se trata de “preguiça”, mas de uma dificuldade real de cumprir tarefas, estando em alguns casos associada a outras condições, como ansiedade. Na psicoterapia, trabalhamos para entender a procrastinação, identificando os fatores que a mantém e intervindo sobre eles, tanto no aspecto mais emocional como de forma mais prática.